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terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

vaga


Porto, Portugal
2009


"Não tenhas nada nas mãos
Nem uma memória na alma,
Que quando te puserem
Não mãos o óbolo último,
Ao abrirem-te as mãos
Nada te cairá.
Que trono te querem dar
Que Átropos to não tire?
Que louros que não fanem
Nos arbítrios de Minos?
Que horas que te não tornem
Da estatura da sombra
Que serás quando fores
Na noite e ao fim da estrada?
Colhe as flores mas larga-as,
Das mãos mal as olhaste.
Senta-te ao sol. Abdica.
E sê rei de ti próprio."
Ricardo Reis, Poesia

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

where's reality #3


Mira, Portugal
2008


"As rosas amo dos jardins de Adónis,
Essas volucres amo, Lídia, rosas,
Que em o dia em que nascem,
Em esse dia morrem.
A luz para elas é eterna, porque
Nascem nascido já o sol, e acabam
Antes que Apolo deixe
O seu curso visível.
Assim façamos nossa vida um dia,
Inscientes, Lídia, voluntariamente
Que há noites antes e após
O pouco que duramos."
Ricardo Reis, Poesia

sábado, 9 de agosto de 2008

simple things, happy days


Coimbra, Portugal
2008


"Quer pouco, terás tudo.
Quer nada: serás livre.
O mesmo amor que tenham
Por nós, quer-nos, oprime-nos."
Ricardo Reis

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