quatro anos
para a Mariana, com saudades
Monteverde, Costa Rica
2008
"Hoje roubei todas as rosas dos jardins
e cheguei ao pé de ti de mãos vazias."
Eugénio de Andrade
impressões de luz no meu coração
para a Mariana, com saudades
Monteverde, Costa Rica
2008
"Hoje roubei todas as rosas dos jardins
e cheguei ao pé de ti de mãos vazias."
Eugénio de Andrade
Águas Santas - Póvoa de Lanhoso, Portugal
2008
"É outono, desprende-te de mim.
Solta-me os cabelos, potros indomáveis
Sem nenhuma melancolia,
Sem encontros marcados,
Sem cartas a responder.
Deixa-me o braço direito
O mais ardente dos meus braços,
O mais azul
O mais feito para voar.
Devolve-me o rosto de um verão
Sem a febre de tantos lábios,
Sem nenhum rumor de lágrimas
Nas pálperas acessas.
Deixa-me só, vegetal e só,
Correndo como rio de folhas
Para a noite onde a mais bela aventura
Se escreve exactamente sem nenhuma letra."
Eugénio de Andrade, Vegetal e só
Posted by anaPaipita at 23.11.08 2 comments
Labels: águas santas, eugénio de andrade, poesia, portugal, póvoa de lanhoso

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Volto ja.....
Arrifana, Portugal
2008
"Recomeça...
Se puderes,
Sem angústia e sem pressa
E os passos que deres nesse caminho duro do futuro
dá-os em liberdade
Enquanto não alcances não descanses
De nenhum fruto queiras só metade.
E nunca saciado,vai colhendo ilusões sucessivas no pomar
sempre a sonhar
E vendo, acordado
O logro da aventura
És Homem, não te esqueças
Só é tua a loucura, onde, com lucidez te reconheças".
Miguel Torga
Fatehpur Sikri - Agra, Índia
2007
É repetida, eu sei... mas não havia melhor forma de comemorar o facto de poder ser vista no Museu do Oriente até 10 de Outubro, ou na Revista Cais de Setembro (#133).

Praia Grande - Porto Covo, Portugal
2008
"Procura a maravilha.
Onde um beijo sabe
a barcos e bruma.
No brilho redondo
e jovem dos joelhos.
Na noite inclinada
de melancolia.
Procura.
Procura a maravilha."
Eugénio de Andrade
Algarve, Portugal
2008
"Uma vez amei, julguei que me amariam,
Mas não fui amado.
Não fui amado pela única grande razão —
Porque não tinha que ser.
Consolei-me voltando ao sol e à chuva,
E sentando-me outra vez à porta de casa.
Os campos, afinal, não são tão verdes para os que são amados
Como para os que o não são.
Sentir é estar distraído."
Alberto Caeiro
Posted by anaPaipita at 28.8.08 0 comments
Labels: alberto caeiro, algarve, fernando pessoa, poesia, portugal
Coimbra, Portugal
2008
"Quer pouco, terás tudo.
Quer nada: serás livre.
O mesmo amor que tenham
Por nós, quer-nos, oprime-nos."
Ricardo Reis
Posted by anaPaipita at 9.8.08 0 comments
Labels: coimbra, fernando pessoa, poesia, portugal, ricardo reis

Almograve - Alentejo, Portugal
2008
Posted by anaPaipita at 1.8.08 0 comments
Labels: alentejo, almograve, musica, portugal, sérgio godinho

Coimbra, Portugal
2008
esta fotografia lembra-me que é verão: tenho que pegar na fisheye
Porto Covo, Portugal
2008
"e um olhar perdido é tão difícil de encontar
como o é congregar ventos dispersos pelo mar"
Ruy Belo

Coimbra, Portugal
2008
"Ver-te é como ter à minha frente todo o tempo
é tudo serem para mim estradas largas
estradas onde passa o sol poente
é o tempo parar e eu próprio duvidar mas sem pensar
se o tempo existe se existiu alguma vez"
Ruy Belo

Cabo da Roca, Portugal
2008
"No horizonte, o farol escarlate
conduz o navegante no meio do sonho."
Cláudio Alex, Farol Escarlate
Ericeira, Portugak
2008
"A terra leva-nos por terra;
mas tu, mar,
levas-nos pelo céu."
Juan Ramón Jiménez
Águas Santas - Póvoa de Lanhoso, Portugal
2008
"Parece às vezes que desperto
E me pergunto o que vivi;
Fui claro, fui real, é certo,
Mas como é que cheguei aqui?
A bebedeira às vezes dá
Uma assombrosa lucidez
Em que como outro a gente está.
Estive ébrio sem beber talvez.
E de aí, se pensar, o mundo
Não será feito só de gente
No fundo cheia de este fundo
De existir clara e ebriamente?
Entendo, como um carrossel,
Giro em meu torno sem me achar...
(Vou escrever isto num papel
Para ninguém me acreditar...)"
Fernando Pessoa
Posted by anaPaipita at 3.6.08 2 comments
Labels: águas santas, fernando pessoa, poesia, portugal, póvoa de lanhoso

Para celebrar três anos e cerca de trezentas fotografias.
Há uma coisa que me deixa particularmente satisfeita: estão aqui fotografias de muitos sítios, de várias viagens que tive a sorte de fazer, mas mais de um terço são fotografias tiradas em Portugal. E não ficam atrás das outras em nada...
Obrigada por virem cá.
(podem tentar encontrar o Wally) (ou a mim, se preferirem...)
Pinhão, Portugal
2008
"Este céu passará e então
teu riso descerá dos montes pelos rios
até desaguar no nosso coração."
Ruy Belo
Deserto de Thar, Índia
2007
"Põe a tua mão
Sobre o meu cabelo...
Tudo é ilusão.
Sonhar é sabê-lo."
Fernando Pessoa
Coimbra, Portugal
2008
"Pus o meu sonho num navio
e o navio em cima do mar;
- depois, abri o mar com as mãos,
para o meu sonho naufragar
Minhas mãos ainda estão molhadas
do azul das ondas entreabertas,
e a cor que escorre de meus dedos
colore as areias desertas.
O vento vem vindo de longe,
a noite se curva de frio;
debaixo da água vai morrendo
meu sonho, dentro de um navio...
Chorarei quanto for preciso,
para fazer com que o mar cresça,
e o meu navio chegue ao fundo
e o meu sonho desapareça.
Depois, tudo estará perfeito;
praia lisa, águas ordenadas,
meus olhos secos como pedras
e as minhas duas mãos quebradas."
Cecília Meireles

Udaipur, Índia
2007
According to Hinduism, in understanding any individual personality, a distinction is made between one's Swadharma (essence) and Swabhava(mental habits and conditionings of ego personality).
Svabhava is the nature of a person, which is a result of his or her samskaras (impressions created in the mind due to one's interaction with the external world). These samskaras create habits and mental models and those become our nature.
Dharma is derived from the root Dhr - to hold. It is that which holds an entity together. That is, Dharma is that which gives integrity to an entity and holds the core quality and identity (essence), form and function of that entity. Dharma is also defined as righteousness and duty. To do one's dharma is to be righteous, to do one's dharma is to do one's duty (express one's essence).
(Wikipedia)

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