light me a sky

Cabo da Roca, Portugal
2008
"No horizonte, o farol escarlate
conduz o navegante no meio do sonho."
Cláudio Alex, Farol Escarlate
impressões de luz no meu coração

Cabo da Roca, Portugal
2008
"No horizonte, o farol escarlate
conduz o navegante no meio do sonho."
Cláudio Alex, Farol Escarlate
Ericeira, Portugak
2008
"A terra leva-nos por terra;
mas tu, mar,
levas-nos pelo céu."
Juan Ramón Jiménez
Águas Santas - Póvoa de Lanhoso, Portugal
2008
"Parece às vezes que desperto
E me pergunto o que vivi;
Fui claro, fui real, é certo,
Mas como é que cheguei aqui?
A bebedeira às vezes dá
Uma assombrosa lucidez
Em que como outro a gente está.
Estive ébrio sem beber talvez.
E de aí, se pensar, o mundo
Não será feito só de gente
No fundo cheia de este fundo
De existir clara e ebriamente?
Entendo, como um carrossel,
Giro em meu torno sem me achar...
(Vou escrever isto num papel
Para ninguém me acreditar...)"
Fernando Pessoa
Posted by anaPaipita at 3.6.08 2 comments
Labels: águas santas, fernando pessoa, poesia, portugal, póvoa de lanhoso

Para celebrar três anos e cerca de trezentas fotografias.
Há uma coisa que me deixa particularmente satisfeita: estão aqui fotografias de muitos sítios, de várias viagens que tive a sorte de fazer, mas mais de um terço são fotografias tiradas em Portugal. E não ficam atrás das outras em nada...
Obrigada por virem cá.
(podem tentar encontrar o Wally) (ou a mim, se preferirem...)
Pinhão, Portugal
2008
"Este céu passará e então
teu riso descerá dos montes pelos rios
até desaguar no nosso coração."
Ruy Belo
Deserto de Thar, Índia
2007
"Põe a tua mão
Sobre o meu cabelo...
Tudo é ilusão.
Sonhar é sabê-lo."
Fernando Pessoa
Coimbra, Portugal
2008
"Pus o meu sonho num navio
e o navio em cima do mar;
- depois, abri o mar com as mãos,
para o meu sonho naufragar
Minhas mãos ainda estão molhadas
do azul das ondas entreabertas,
e a cor que escorre de meus dedos
colore as areias desertas.
O vento vem vindo de longe,
a noite se curva de frio;
debaixo da água vai morrendo
meu sonho, dentro de um navio...
Chorarei quanto for preciso,
para fazer com que o mar cresça,
e o meu navio chegue ao fundo
e o meu sonho desapareça.
Depois, tudo estará perfeito;
praia lisa, águas ordenadas,
meus olhos secos como pedras
e as minhas duas mãos quebradas."
Cecília Meireles

Udaipur, Índia
2007
According to Hinduism, in understanding any individual personality, a distinction is made between one's Swadharma (essence) and Swabhava(mental habits and conditionings of ego personality).
Svabhava is the nature of a person, which is a result of his or her samskaras (impressions created in the mind due to one's interaction with the external world). These samskaras create habits and mental models and those become our nature.
Dharma is derived from the root Dhr - to hold. It is that which holds an entity together. That is, Dharma is that which gives integrity to an entity and holds the core quality and identity (essence), form and function of that entity. Dharma is also defined as righteousness and duty. To do one's dharma is to be righteous, to do one's dharma is to do one's duty (express one's essence).
(Wikipedia)

Jaipur, Índia
2007
Galwar Bagh, ou Templo dos Macacos, é um local de culto ao Deus Brahma, Criador do Universo, e fica em Jaipur.
Dizem que a água que enche o tanque veio do Rio Ganges, e é, por isso, sagrada.
Jaipur, Índia
2007
"Tive amigos que morriam, amigos que partiam
Outros quebravam o seu rosto contra o tempo.
Odiei o que era fácil
Procurei-te na luz, no mar, no vento."
Sophia de Mello Breyner Andresen, Biografia
Posted by anaPaipita at 26.1.08 0 comments
Labels: india, jaipur, poesia, sophia de mello breyner andresen

Jaipur, Índia
2007
Este instrumento foi chamado Jay Prakash Yantra (Yantra significa instrumento), e faz parte de uma série de instrumentos de observação astronómica que se podem encontrar no Observatório Jantar Mantar, em Jaipur.
O Observatório foi construído pelo Marajah Jai Singh II no século XVIII, e encontrava-se em obras de recuperação quando o visitámos.
É aqui que se encontra um dos maiores relógios de sol do mundo, o Samrat Yantra, que permite saber as horas com um máximo de imprecisão de 2 segundos. Incrível, não?
A ver se ponho uma foto dele brevemente, mesmo cheio de andaimes...
Jaipur, Índia
2007
"Nós temos cinco sentidos:
são dois pares e meio de asas.
Como quereis o equilíbrio?"
David Mourão-Ferreira
Jaipur, Índia
2007
Que este ano seja cheio de cor, são os meus votos, para todos vocês que aqui vêm.

Udaipur, Índia
2007
"Se partires, não me abraces - a falésia que se encosta
uma vez ao ombro do mar quer ser barco para sempre
e sonha com viagens na pele salgada das ondas.
Quando me abraças, pulsa nas minhas veias a convulsão
das marés e uma canção desprende-se da espiral dos búzios;
mas o meu sorriso tem o tamanho do medo de te perder,
porque o ar que respiras junto de mim é como um vento
a corrigir a rota do navio. Se partires, não me abraces -
o teu perfume preso à minha roupa é um lento veneno
nos dias sem ninguém - longe de ti, o corpo não faz
senão enumerar as próprias feridas (como a falésia conta
as embarcações perdidas nos gritos do mar); e o rosto
espia os espelhos à espera de que a dor desapareça.
Se me abraçares, não partas."
Maria do Rosário Pedreira
(descoberto aqui)
Posted by anaPaipita at 30.12.07 0 comments
Labels: fim, india, Maria do Rosário Pedreira, montagens, poesia, udaipur

Póvoa de Lanhoso - Braga, Portugal
2007
"Apesar das ruínas e da morte,
Onde sempre acabou cada ilusão,
A força dos meus sonhos é tão forte,
Que de tudo renasce a exaltação
E nunca as minhas mãos ficam vazias."
Sophia de Mello Breyner Andresen
Posted by anaPaipita at 27.12.07 0 comments
Labels: braga, poesia, portugal, sophia de mello breyner andresen
Taj Mahal - Agra, Índia
2007
com esta fotografia semi-nocturna pretendo apenas um olhar diferente daquele a que estamos habituados
(bom, se calhar pretendo-o com todas as fotografias...)
é que já o vimos milhares de vezes, em milhares de fotografias
e, ainda assim, quando nos confrontamos com a imponente simplicidade do Taj Mahal não permanecemos indiferentes...
(ao que alguém me disse: "isso é o que distingue as verdadeiras maravilhas das outras")

Fatehpur Sikri - Agra, Índia
2007
"Às vezes julgo ver nos meus olhos
A promessa de outros seres
Que eu podia ter sido,
Se a vida tivesse sido outra.
Mas dessa fabulosa descoberta
Só me vem o terror e a mágoa
De me sentir sem forma, vaga e incerta
Como a água."
Sophia de Mello Breyner Andresen
Posted by anaPaipita at 3.12.07 0 comments
Labels: agra, fatehpur sikri, fisheye, india, poesia, sophia de mello breyner andresen

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