segunda-feira, 30 de abril de 2007

a caminho....


Biarritz, França
2007


Quando olho para a frente assusto-me.
Penso no que vivi, no que ouvi, no que senti, no que aprendi e no que sei, e percebo que os passos que me esperam são bem maiores do que as minhas pernas...
Falta-me ainda o mundo...
Inteiro.

domingo, 29 de abril de 2007

ready to go


Braga, Portugal
2007

domingo, 15 de abril de 2007

again, the atlas


Marrocos
2004

sábado, 14 de abril de 2007

a cara da medina


Fez, Marrocos
2004

quinta-feira, 12 de abril de 2007

amanhecer


Merzouga, Marrocos
2004


"De manhã escureço
De dia tardo
De tarde anoiteço
De noite ardo"
Vinicius de Moraes

segunda-feira, 9 de abril de 2007

we're on the road to nowhere


Marrocos
2004

segunda-feira, 2 de abril de 2007

as peles de marrocos #2


Fez, Marrocos
2004

quinta-feira, 29 de março de 2007

pela porta dentro


Ait Benhaddou, Marrocos
2004


"Não acredito em Deus porque unca o vi.
Se ele quisesse que eu acreditasse nele,
Sem dúvida que viria falar comigo
E entraria pela minha porta dentro
Dizendo-me, Aqui estou!
(...)
Mas se Deus é as flores e as árvores
E os montes e o sol e o luar,
Então acredito nele.
Então acredito nele a toda a hora,
E a minha vida é toda uma oração e uma missa,
E uma comunhão com os olhos e pelos ouvidos.
Mas se Deus é as árvores e as flores
E os montes e o luar e o sol,
Para que lhes chamo eu Deus?
Chamo-lhes flores e árvores e montes e sol e luar;
Porque se ele se fez, para eu o ver,
Sol e luar e flores e árvores e montes,
Se ele me aparece como sendo árvores e montes,
E luar e sol e flores,
É que ele quer que eu o conheça
Como árvores e montes e flores e luar e sol.
E por isso obedeço-lhe.
(...)
Obedeço-lhe a viver, espontaneamente,
Como quem abre os olhos e vê
E chamo-lhe luar e sol e flores e árvores e montes,
E amo-o sem pensar nele,
E penso-o vendo e ouvindo,
E ando com ele a toda a hora."
Alberto Caeiro, O Guardador de Rebanhos

segunda-feira, 26 de março de 2007

kasbah

Photofriday: Fantasy


Ait Benhaddou, Marrocos
2004


"Hoje, confesso, acordei com vontade de ser feliz.
Amarrei, até, no pulso o amor-perfeito
que foi secando no meu peito e retomei a velha máxima:
não deixar que qualquer angústia atinja o coração.
Um castelo de areia, é tudo quanto quero
para acostar o meu barco de papel."
Hoje, confesso, acordei com vontade de ser feliz, Graça Pires

quinta-feira, 22 de março de 2007

see an atlas?


Marrocos
2004

domingo, 18 de março de 2007

procura-se um Amigo


Merzouga, Marrocos
2004


"Não precisa ser homem, basta ser humano, basta ter sentimento, basta ter coração. Precisa saber falar e calar, sobretudo saber ouvir. Tem que gostar de poesia, de madrugada, de pássaro, de sol, da lua, do canto dos ventos e das canções da brisa. Deve ter amor, um grande amor por alguém, ou então sentir falta de não ter esse amor. Deve amar o próximo e respeitar a dor que os passantes levam consigo. Deve guardar segredo sem se sacrificar.

Não é preciso que seja de primeira mão, nem é imprescindível que seja de segunda mão. Pode já ter sido enganado, pois todos os amigos são enganados. Não é preciso que seja puro, nem que seja de todo impuro, mas não deve ser vulgar. Deve ter um ideal e medo de perdê-lo e, no caso de assim não ser, deve sentir o grande vácuo que isso deixa. Tem que ter ressonâncias humanas, seu principal objetivo deve ser o de amigo. Deve sentir pena das pessoas tristes e compreender o imenso vazio dos solitários. Deve gostar de crianças e lastimar as que não puderam nascer.

Procura-se um amigo para gostar dos mesmos gostos, que se comova, quando chamado de amigo. Que saiba conversar de coisas simples, de orvalhos, de grande chuvas e das recordações de infância. Precisa-se de um amigo para não se enlouquecer, para contar o que se viu de belo e triste durante o dia, dos anseios e das realizações, dos sonhos e da realidade. Deve gostar de ruas desertas, de poças de água e de caminhos molhados, de beira de estrada, de mato depois da chuva, de se deitar no capim.

Precisa-se de um amigo que diga que vale a pena viver, não porque a vida é bela, mas porque já se tem um amigo. Precisa-se de um amigo para se parar de chorar. Para não se viver debruçado no passado em busca de memórias perdidas. Que nos bata nos ombros sorrindo ou chorando, mas que nos chame de amigo, para ter-se a consciência de que ainda se vive. "
Procura-se um amigo, Vinicius de Moraes

sábado, 17 de março de 2007

family


Floresta dos Cedros, Marrocos
2004

quinta-feira, 15 de março de 2007

coke


Marrocos
2004

quarta-feira, 14 de março de 2007

as peles de marrocos #1


Fez, Marrocos
2004

terça-feira, 13 de março de 2007

há verde, tanto verde, tanto azul, tantas cores em marrocos


Marrocos
2004

segunda-feira, 12 de março de 2007

the beginning of another world


Chefchaouen, Marrocos
2004

domingo, 11 de março de 2007

in blue


Chefchaouen, Marrocos
2004

sábado, 10 de março de 2007

what's to do?


Chefchaouen, Marrocos
2004

sexta-feira, 9 de março de 2007

revisited


Tanger, Marrocos
2004


passados quase três anos decidi regressar às fotos de marrocos, e dar-lhes uma voltinha...
preencho assim a falta de fotografias que tenho neste momento
(o que significa que estou a precisar de férias, de uns fins de semana, ou de outra coisa qualquer...)
há mais fotos, já postadas noutras alturas, se quiserem vê-las procurem por marcador de marrocos, talvez seja mais fácil.
a minha preferida é a foto de abertura deste estaminé...
(imagino que estivessem muito interessados em saber...)

segunda-feira, 5 de março de 2007

lucidez


Porto, Portugal
2007


"Estou sentindo uma clareza tão grande que me anula como pessoa atual e comum: é uma lucidez vazia, como explicar? assim como um cálculo matemático perfeito do qual, no entanto, não se precise. Estou por assim dizer vendo claramente o vazio. E nem entendo aquilo que entendo: pois estou infinitamente maior que eu mesma, e não me alcanço. Além do que: que faço dessa lucidez? Sei também que esta minha lucidez pode-se tornar o inferno humano - já me aconteceu antes. Pois sei que - em termos de nossa diária e permanente acomodação resignada à irrealidade - essa clareza de realidade é um risco. Apagai, pois, minha flama, Deus, porque ela não me serve para viver os dias. Ajudai-me a de novo consistir dos modos possíveis. Eu consisto, eu consisto, amém."
Clarice Lispector, A Descoberta do Mundo (A lucidez perigosa)

Impressões

Grãos no pó

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